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Balão Intragástrico

O Balão Intragástrico é uma alternativa técnica temporária e reversível para tratamento da obesidade, que consiste na colocação de um balão inflável de silicone dentro do estômago por endoscopia. O procedimento é ambulatorial, sem internação, com o paciente sedado.
A colocação do Balão Intragástrico é obrigatoriamente precedida de endoscopia digestiva alta para avaliar a presença de patologias que contra indiquem a colocação do Balão Intragástrico como: hérnia hiatal grande, úlcera gástrica, doença grave do refluxo, gastrite erosiva importante, entre outras. Estas doenças devem ser tratadas antes da colocação do balão.
O balão é posicionado no fundo do estômago sob visão endoscópica e então inflado com cerca de 500 a 700ml de soro fisiológico corado com azul de metileno, O procedimento tem duração média de 20 a 30 minutos, e recuperação total com alta em no máximo 2 horas.
 
 
 
 
O objetivo da colocação do Balão Intragástrico é a redução da capacidade do volume do estômago, e como conseqüência a menor ingestão de alimentos. O tempo de permanência máxima do Balão Intragástrico varia com o tipo de balão colocado entre 6 a 12 meses.

 

Desenvolvido para proporcionar uma sensação de saciedade precoce, o uso do Balão reduz a ingestão de alimentos e facilita a mudança de hábitos e estilo de vida. O procedimento é aprovado para pacientes com IMC a partir de 27 kg/m2.

INDICAÇÕES:

Em geral, pacientes com IMC entre 27 e 35 que não tenham obtido redução de peso através de outras técnicas não cirúrgicas, ou pacientes que necessitem de perda de peso a fim de alcançar condições clínicas mínimas para submeter – se à cirurgia bariátrica, são candidatos ao uso do produto.

O BALÃO ATUA DE DUAS FORMAS PRINCIPAIS:

- Ocupando espaço no estômago (seu volume pode variar de 500 a 700 ml, média de 600 ml), diminuindo espaço para os alimentos sólidos e líquidos.

- Causando distensão da parede gástrica, o que, por mecanismos hormonais, gera sensação de saciedade no cérebro, diminuindo muito o apetite.

Importante:

O balão intragástrico não inibirá a fome psicológica, compulsiva, do hábito de comer, por isso é altamente recomendado que haja um acompanhamento psicológico realizado por profissionais que o ajudem a controlar esse ímpeto.

CONTRA INDICAÇÕES ABSOLUTAS DO TRATAMENTO:

  •  Esofagite de refluxo grave - grau III ou IV

  • Uso de anticoagulantes sem possibilidade de interrupção

  • Uso crônico de Anti-inflamatórios

  • Cirrose Hepática

  • Insuficiência Renal Crônica 

  • Gravidez

  • AIDS

  • Cirurgia prévia de hérnia hiatal (antirefluxo).

  • Cirurgia bariátrica

  • Qualquer cirurgia gástrica prévia.

 

CONTRA-INDICAÇÕES RELATIVAS DO TRATAMENTO COM BALÃO INTRAGÁSTRICO:

  • Dependência de álcool ou drogas

  • Úlcera gástrica ou duodenal em fase ativa

  • Doenças do colágeno

  • Doença inflamatória intestinal em atividade (Crohn, RCUI)

  • Hérnia hiatal > que 5cm

  • Idade avançada (> 70 anos)

  • HIV +

PROCEDIMENTO DE COLOCAÇÃO DO BALÃO:

O processo de colocação é feito com o paciente sob sedação (sem necessidade de anestesia) com introdução e preenchimento guiados por procedimento endoscópico. Embora não seja um procedimento cirúrgico e nem precise de internação, somente pode ser realizado em ambiente hospitalar com supervisão de um anestesista.

A retirada do Balão Intragástrico é também realizada através de endoscopia após o esvaziamento do mesmo, seguindo os mesmos passos da colocação.

O que o paciente vai sentir logo após colocar o balão intragástrico:

 

É comum o paciente passar por um período de adaptação.

Nas primeiras horas após a colocação do balão gástrico, alguns pacientes apresentam náusea, vômitos e sensação de peso, que podem causar algum desconforto. Todos estes sintomas são minimizados com a prescrição medicamentosa para cada paciente e deve cessar em até 3 dias.

Quais os cuidados após a colocação do Balão Intragástroco?

A primeira semana, principalmente as primeiras 72 horas, requer mais cuidados devido à adaptação do organismo com a presença do balão intragástrico.  Embora o volume do balão intragástrico não seja muito diferente do volume de uma refeição usual (considerando a comida e bebida) temos que lembrar que após a refeição os movimentos do estômago irão promover o seu  esvaziamento, mas o balão permanece, por isso, na fase de adaptação são prescritos medicamentos para reduzir cólicas, náuseas e vômitos que representam uma resposta fisiológica do organismo, mesmo assim cerca de 80% dos pacientes apresentam algum episódio de vômito nesta fase de adaptação.

Deve-se ter um cuidado especial com a dieta, que deve ser prescrita e acompanhada por nutricionista especializado durante todo o período da utilização do balão intragástrico.

Durante do período de permanência do balão intragástrico há necessidade de controle do pH estomacal, logo há necessidade de uso de medicação para este fim.

O acompanhamento clínico, nutricional e psicológico são fundamentais para que paciente aproveite ao máximo o benefício proporcionado por este método de tratamento e alcance os resultados desejados.
 

PERDA DE PESO ESTIMADA:

A perda média de peso com balão tradicional (6 meses) fica em torno de 20% do peso inicial, enquanto com balão ajustável ocorre perda em média de 20% do peso aos 6 meses e de 30% do peso ao fim dos 12 meses de tratamento. Podendo a perda ser maior (caso siga à risca as orientações) ou menor (caso não siga corretamente as orientações).

Importante destacar que esta perda é extremamente variável e dependente de vários fatores como peso inicial, adaptação, volume de preenchimento, tipo de balão, disposição emocional para mudanças, adesão ao controle clínico e nutricional, grau de atividade física, metabolismo basal, etc. A perda de peso é diretamente proporcional ao grau de engajamento do paciente no tratamento.

Após a retirada do Balão Intragástrico poderá haver recuperação do peso perdido?
A colocação de um balão intragástrico pode ter um efeito apenas transitório se não houver um envolvimento do paciente com mudanças na alimentação, estilo de vida e principalmente da auto estima que poderão ser alcançadas neste tratamento. Por isso, há um grande enfoque no preparo e acompanhamento profissional para que o paciente não se apóie na ilusão de que apenas preencher o estômago com um balão de silicone irá resolver, de forma mágica, seus problemas. Assim, o papel fundamental do acompanhamento clínico é manter os cuidados para que, neste período, a pessoa tenha condições de emagrecer, reeducar seus hábitos e ganhar mais saúde para que, após a retirada, o paciente esteja pronto para se beneficiar dos diversos recursos disponíveis para prevenção da recuperação do peso

Há garantias de resultados, ou seja, de que irei realmente emagrecer colocando o balão?

Não. Como qualquer tratamento médico não há garantia de resultados. Infelizmente o resultado do tratamento não dependerá somente do balão. Dependerá de inúmeros fatores, intrínsecos e extrínsecos ao paciente, tais como se o paciente seguirá corretamente o tratamento, com acompanhamento nutricional adequado, exercícios físicos e restrição calórica. Além disso, cada organismo tem uma velocidade de perda e infelizmente alguns pacientes podem perder muito pouco peso do que aquele esperado e projetado. Da mesma forma alguns pacientes a perda supera em muito médias estatísticas de perda e as expectativas iniciais do médico e do paciente. Também é um erro realizar comparações entre pacientes na quantidade de kilos perdidos, pois 20 kg perdidos representa quantidade diferente para um paciente que pesa 100 kg de outro que pesa 80 kg. Normalmente, a meta é de perda de 4 a 5 pontos do seu IMC atual ou 20% do peso atual.

POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES COM BALÃO:

O BIG é considerado hoje um método de baixo risco comparado a outras formas de tratamento da obesidade como medicamentos e cirurgia bariátrica. Embora pouco frequentes, as principais complicações já observadas foram esvaziamento do balão e migração para o intestino (raramente pode ocorrer obstrução), aparecimento de úlcera gástrica, colonização por fungos, desidratação por vômitos na fase de adaptação. Estas complicações são raras sobretudo quando há uma indicação criteriosa,  uma avaliação laboratorial e endoscópica prévia à colocação, um acompanhamento clínico-nutricional constante e principalmente se respeita o tempo de duração. As complicações mais observadas nos estudos foram em pacientes que não voltaram para retirada do balão no prazo recomendado. Devido à presença do corante no balão, em caso de esvaziamento do balão, o paciente perceberá uma cor azul na urina ou nas fezes que o alertará para a procura de orientação médica e programação da melhor conduta.

O que posso sentir após o posicionamento do balão?​

A presença do balão no estômago pode ocasionar alguns sintomas, como:

  • Incômodos gástricos, sensações de náuseas e vômitos depois da colocação do balão, enquanto o sistema digestivo se ajusta à sua presença. Isso dura cerca de 2-3 dias.

  • Náuseas e vômitos contínuos. Pode ser resultado da irritação direta das paredes do estômago ou devido ao bloqueio da saída do estômago pelo balão. Nesses casos, pode ser necessário o reposicionamento do balão através de manobras especiais ou endoscopicamente.

  • Sensação de peso no estômago.

  • Dores abdominais ou nas costas, de forma constante ou cíclica.

  • Azia, regurgitação, devido ao refluxo gastroesofágico.

Qual o risco do balão estourar?

O Balão não estoura. Há um risco mínimo de vazamento do líquido para fora do balão. Esse líquido possui um corante azul, que não prejudica em nada a saúde do paciente, e serve justamente para sinalizar problemas de vazamento. Assim, o paciente notará que a cor de sua urina e/ou fezes estará alterada, apresentando uma coloração azulada.

Caso isso ocorra, o paciente deverá entrar em contato com seu médico imediatamente, para que o balão seja retirado e outro balão possa ser reinstalado. Contudo, as ocorrências de vazamento são muito baixas e as chances de que esse problema ocorra, muito remotas.